Esta medida irá garantir que o empréstimo possa ir até 100% do valor da casa para jovens que não detenham poupanças para a entrada inicial para o empréstimo.
Apesar de esta medida, potencializar uma maior independência na aquisição de primeira habitação própria permanente aos jovens, isto implica também o aumento da prestação do empréstimo o que se traduz numa maior de taxa de esforço e endividamento dos jovens. Sendo o valor do crédito elevado à cabeça, será necessária uma melhor gestão perante as necessidades orçamentais e investimento de poupanças de modo a atenuar o mesmo.
Sendo que após algum atraso face em relação ao previsto, a garantia pública no crédito à habitação, estará operacional até ao final do ano de 2024, entrando em vigor “nos últimos dias de dezembro”, segundo as finanças, no entanto já há bancos a fazê-lo.
A garantia em si aplica-se a jovens entre os 18 e os 35 anos, com rendimentos inferiores ao 8.º escalão do IRS (80.000 euros de rendimentos anuais), e o valor do imóvel não pode exceder os 450.000 euros e que a garantia do Estado não pode ultrapassar 15% do valor.
A garantia pública abre caminho para ser ultrapassado um dos entraves que alguns jovens enfrentam: a ausência de uma poupança para a ‘entrada’ da casa e que colmate os 90% ou 85% máximos de crédito que os bancos habitualmente providenciam.
Contudo, como estamos numa livre economia de mercado, caso a procura aumente não sendo aumentada a oferta, poderá haver um desequilíbrio estrutural de mercado. As consequências do mesmo, indicam que os preços dos imoveis voltem a subir em proporção das garantias disponibilizadas e desde já a um maior envidamento em geral. A preocupação dos economistas com tal medida, advém de que a própria ajuda do Estado poderá levar a que as casas custem atingem novos máximos de valorização. Os mesmos economistas argumentam que outros soluções de cariz estrutural tais como agilização dos processos de licenciamento e construção e melhoramento das condições salarias dos jovens através de investimento direto estrangeiro e criação de emprego qualificado seriam medidas que colmatariam os mesmos riscos sem aumentar envidamento direto dos jovens.